segunda-feira, 26 de junho de 2017

domingo, 25 de junho de 2017

O caminho do fogo

Memorável "Uma reportagem das jornalistas Patrícia Lucas e Rita Marrafa de Carvalho", ontem, na RTP 3.
Gostei muito desta autêntica resenha sobre a tragédia de Pedrógão Grande, Castanheira de Pera , Figueiró dos Vinhos, Góis...
 
A dignidade e honestidade intelectual mandam que se seja objectivo e pare para pensar!
A tragédia foi brutal mesmo...
não vejo melhor maneira de exprimir um sentimento, que não seja na primeira pessoa, como aconteceu: as pessoas, quer as vítimas, quer os bombeiros e restantes protagonistas (autarcas, governantes, jornalistas, protectores civis ...)  dizem tudo, mesmo, às vezes, sem dizer nada nada!


As pistas sobre o que deverá ser feito no futuro estão lá todas! É uma tarefa hercúlea para o Estado, ou seja, para todos nós que o somos!

Fico em silêncio... e tinha tanto para dizer, mas a revolta, a vergonha, a tristeza, o luto, o respeito por quem sofre, e a esperança que é a última a morrer, mandam que fique calado!

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Bibliotecas itinerantes



3Mai2017: início de mandato da nova presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, Isabel Mota, sucedendo a Artur Santos Silva que assegurou o cargo nos últimos cinco anos (2012-2017).
Administradora executiva da Fundação desde 1999, Isabel Mota foi eleita por unanimidade em Conselho Plenário realizado no dia 7 de dezembro do ano passado, assumindo agora a presidência executiva da Fundação nos próximos cinco anos.
No discurso de tomada de posse, a sexta titular do mais alto cargo destacou:
“Vejo a Fundação como uma instituição filantrópica, única e una, que constrói a sua identidade na diversidade da sua intervenção, da arte à ciência, da educação à beneficência, as quatro finalidades estatutárias definidas pelo nosso fundador, numa combinação equilibrada de recursos”
*
Para mim, "a Gulbenkian" é sinónimo de bibliotecas itinerantes: a minha aldeia natal recebia, uma vez por mês, a carrinha "cheia " de livros que faziam a delícia das crianças!
Nos tempos de estudante, era o ponto de encontro obrigatório para os amigos. Lá passei horas e horas, a fio, à volta dos livros, exposições de pintura, musicais, etc. Várias gerações ali criaram hábitos de cultura pelas Artes em geral e creio que ainda hoje assim é!
 

sábado, 18 de março de 2017

António Lobo Antunes


"Considerou "estranho" ter recebido o Prémio Autores Vida e Obra, da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), "por não saber onde começa uma e acaba outra".  Isto para mim é estranho", disse o escritor, no fecho da Gala da SPA, em Lisboa, acrescentando que o nome do prémio lhe faz uma "imensa confusão".
Não sei onde a vida começa e a obra acaba, porque desde que me conheço que escrevo (...)
aos quatro anos, já fazia romances "de duas páginas". 
Agradeceu o prémio entregue pelo presidente da SPA José Jorge Letria. Agradeceu igualmente a presença do Presidente da República, que cumprimentou o escritor em palco, assim como daquele a quem chamou "grande poeta", o ministro da Cultura, amigo "há mais de 40 anos", Luís Filipe Castro Mendes."
- Lusa 16 Mar, 2017, citação.
Assisti em diferido.
Momento emocionante - aquele em que o premiado cumpre a promessa de fazer adeus ao senhor Barata - que apresentou como homem inteligente, tipógrafo reformado, sempre sózinho, com uma grave doença de cancro no pulmão!).
"Livre-se... [pausa] livre-se de não vencer essa puta, que é o que o cancro é". 
Inesquecível lição para todos nós!