domingo, 6 de março de 2016

Águias

Ontem voaram em Alvalade!
Um voo rasgado do grego Mitroglou sobre a grande área dos leões lançou o pânico no seio leonino  e ...golo do Benfica! Uma valente bicada nas hostes inimigas!
Os minutos sucediam-se: julgavam os leões que a defesa encarnada [supostamente, a sua parte mais fraca], mais hora menos hora, ruiria... mas..., não, chegou o 95º minuto e o marcador não sofreu alteração!
O resultado final, 0-1, colocou o Benfica no topo da tabela classificativa, isolado.
Agora, o tricampeonato não depende de terceiros! Coisa que, há menos de um mês parecia missão impossível!

Jorge Jesus não reconheceu mérito ao rival, nem ao seu treinador, num jogo em que, a meu ver, saiu humilhado: o rei do derby lisboeta* fez jus ao ditado popular "ter  entradas de leão, saídas de sendeiro".
Está [quase] tudo dito!
Dizemos "quase" porque falta referir que esta jornada ainda mexe, e, logo à noite, pode trazer uma pequena lembrança oferecida pelo arsenalista, que eu apelido de apóstolo do Bom Futebol, Paulo Fonseca: a vitória do Sporting [de Braga] sobre os azuis-e-brancos!
Seria ouro sobre ... encarnado!

* citação na véspera do jogo n'A BOLA, 
legenda da imagem de S. Vivente (padroeiro de Lisboa),
metamorfoseado de Jorge Jesus. 

domingo, 28 de fevereiro de 2016

A utilidade do inútil


"A utilidade do inútil: Para repensar as ciências humanas" - foi o tema da mais uma conferência inserida no programa das comemorações do 1º centenário da fundação do Museu Nacional de Grão Vasco.
Isabel Pires de Lima brindou a plateia com uma extraordinária comunicação que a todos deixou satisfeitos e recompensados.
Foram muitas as citações de autores consagrados: lembro dois, a poeta Ana Luísa Amaral [autora de "Se fosse um intervalo"], e o italiano Nuccio Ordine, cuja obra mais conhecida A utilidade do inútil, pairou sempre na sala desde a primeira hora: só mesmo no final a conferencista fez uma justa referência ao autor e à obra. Ficou-lhe muito bem, mas talvez tenha sido tardia: penso que ficaria melhor se , logo no início, tivesse feito uma homenagem ao escritor que, afinal, tinha, tão só, sido o inventor da expressão adoptada para título da conferência.

Já agora, para ilustrar esta mensagem, lembro a crónica de Paulo Rodrigues Ferreira publicada no jornal Público de 7/1/2015 que dizia, e passo a citar: "o italiano [Nuccio Ordine]lembra que , quando a crise ameaça um país, torna-se necessário duplicar os fundos destinados ao saber e à educação. (...) nos próximos anos haverá que fazer um esforço para salvar da deriva utilitarista não apenas a escola e a universidade, mas também aquilo a que chamamos cultura".

Parabéns ao museu que está a cumprir uma missão que, a meu ver, deveria também ser abraçada por outras instituições ligadas á cultura.
 

sábado, 16 de janeiro de 2016

casa museu

               "Esta casa foi legada pelo Capitão Almeida Moreira e reconstruída com o património da      Fundação Calouste Gulbenkian em 28-4-1965" - reza a lápide no hall de entrada.

O órgão executivo municipal remodelou o espaço: criou salas e novas valências, tudo com um ar mais moderno!  E achou por bem abandonar a antiga designação para passar a chamar-lhe, simplesmente, Museu.

Para mim continua a ser a casa do capitão, em virtude de manter, bem vivos, os sinais do lar d'outrora, quando ali vivia aquele que lhe deu o nome!

Francisco de Almeida Moreira (1873-1939), personalidade ímpar no seu tempo, continua a surpreender-nos no século XXI: peças valiosas, mantidas, durante largos anos, longe do público, foram expostas pela primeira vez!
Dá para ver, agora, a verdadeira riqueza da colecção (pintura, escultura, cerâmica, ...).

A obra de remodelação dignifica o nome do artista. Parabéns à autarquia.
Cabe, agora, a todos nós, amadores das variadas formas de cultura, a responsabilidade pelo engrandecimento da Obra de quem tanto nos deu!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Fogo amigo



A chama da amizade
da amiga 

Obrigado
Votos de Feliz Ano Novo!   

sábado, 5 de dezembro de 2015

rosas brancas


É terrível
o momento
em que o sorriso desce à terra

Rosas,
rosas brancas
saem de mãos incrédulas
voando
para as tábuas
da clausura
e da derradeira solidão!

Frágeis
tão frágeis,
as rosas
são afinal
o signo fiel
do menino-coragem
que em vida
não foi compreendido
quando buscou a liberdade

Mas, no seu último suspiro
quer soltar
as amarras
e grilhões que o prenderam!

Terrível momento.

A aldeia inteira,
à sua volta de alma destroçada,
Sofre em silêncio
pede a Deus que o salve.

O milagre aconteceu:
o menino
ganha asas e voa
em direcção do céu;
e as rosas
espinhosas
unem os presentes
eternizando
o momento

Paulo Luís

Sinto que o perdi! Sinto que o fui perdendo. Sinto o que todos sentem e clamam "um pedaço de mim fugiu e não volta mais!" Julgo que doravante o sol terá vergonha de brilhar e a lua de aparecer em noite de Novembro. Tudo mudou! até a vida tomou outro rumo outro sentido!

sábado, 3 de outubro de 2015

Rápida, a sombra de Vergílio - Opinião - DN

Rápida, a sombra de Vergílio - Opinião - DN



Um texto histórico!

Só não sei quem será a "Noiva do Minho" a que se referia Vergílio Ferreira.