segunda-feira, 22 de março de 2010

Derradeira semana

Hoje é o primeiro dia de uma diabólica semana.
O final do 2º período escolar avizinha-se e, com ele, as notas escolares. É preocupante. A avaliação dos alunos é cada vez mais fruto dum puzzle, algo enigmático, que urge desvendar. Exige, por parte dos encarregados de educação, uma cada vez mais empenhada intervenção. Imprescindível a execução duma estratégia que ponha em prática aquilo que chamo de jogada de antecipação. Vamos ver.
É também a última semana de trabalho. Está tudo dito.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Botão de Bronze

Duma assentada o jogador ganhou 16 botões.
No Jogo do Botão, ora se ganha, ora se perde, com alguma facilidade.
Cada jogador coloca um botão no cimo do pino. Afasta-se até ficar a uma determinada distância, previamente combinada entre todos os intervenientes. E daí lança a malha de pedra, arranjada a seu jeito, na direcção do pequeno fragmento de pau, carregado de botões.
Aquele jogador, que nos últimos tempos não havia maneira de arrancar uma boa jogada, desta vez, saiu-se das cascas, causando enorme admiração no seio do seu grupo de amigos e família.
O júri, que reuniu no final da sessão, atribuiu-lhe o Botão de Bronze, estatueta seleccionada para contemplar o desempenho de quem se destacar em cada sessão.
Finalmente foi quebrado o enguiço da miséria que vinha sendo a sua habitual prestação.
Está asssim relançado o duríssimo campeonato, que se disputa há cinco meses.
A exigência sobe de tom.
A equipa técnica está agora em condições de alargar a frente de ataque.
O preparador físico do recém-premiado insiste nos execrcícios básicos que intensificam a sua endurance.
É preciso estar atento a todas as manobras dos adversários, que não dormem.
O jogo está cada vez mais vivo e animado.
Imaginem que, após aquele brilharete, o jogador pensa que poderá alcançar o Botão de Prata, e, quem sabe, talvez o de Ouro.
Hum?!
Nunca se sabe.
É um jogo!
Há jogos da vida que, tantas e tantas vezes, nos fazem sonhar.
E, desta feita, por que não?

domingo, 14 de fevereiro de 2010

a torto e a direito

TVI24horas.
Debate de ideias. Orientadora: Constança; intervenientes/convidados: Francisco José Viegas, Teixeira da Mota (TM) e Coutinho (salvo erro). Hoje o programa foi dedicado à questão das escutas e tudo o que anda à sua volta, designadamente as revelações do semanário "Sol" e as providências cautelares com vista a impedir a saída do último jornal.
Interessante o debate. No calor da discussão, foram tão frequentes as interrupções, quer por parte dos intervenientes/convidados, quer por parte da própria jornalista, que prejudicou manifestamente o esclarecimento das ideias debatidas.
Lamentável a preocupação de TM em reiterar a sua afirmação de que o primeiro ministro não se deve demitir. Foi a única afirmação que ninguém interrompeu.
No final, aconselhamento de livros.
Apesar de tudo, um bom programa.
Fico atento.
Celso Costa

sábado, 30 de janeiro de 2010

Pequenos Anjos de Txon Bon

"Pequenos Anjos de Txon Bon" é o título do livro mais recente de Isabel Cabral.
A sessão de apresentação decorreu, hoje, pelas 15h30, na Sala da Biblioteca Municipal de Viseu, muito bem decorada para o efeito.
Um sucesso.
Sala cheia. Plateia homogénea, muito interessada e atenta a tudo quanto se passou.
Vários momentos inesquecíveis.
As palavras da apresentadora Graça Magalhães, que citou o crítico literário Manuel Higino, colunista do jornal diário "Hoje em Dia", de Belo Horizonte: "Isabel tem, em primeiro lugar a qualidade essencial que Wilde distinguia nos livros: ser bem escrito. Linguagem límpida, saborosa, com o interessante vocabulário do português falado na península ibérica."
A improvisação da Autora; um belo discurso explicativo das ficções que compõem a obra.
Os pequenos anjos de Txon Bon estão associados à localidade do Tarafal, Cabo Verde, aqui recordada por motivos muito dignificantes; todavia, eles, pequenos anjos, vão estar presentes nas diversas e cativantes ficções; cada uma delas é perpassada por um pequeno anjo de txon bon, sinónimo da fragilidade de quem está a desabrochar para a vida e é tantas vezes maltratado. Por isso carece duma mão salvadora que acarinhe, acaricie e projecte para um futuro mais risonho. É esse o denominador comum das ficções.

Extraordinárias interpretações musicais [de guitarra] do Professor Marco, da Dra. Paula Sobral e do Professor Manuel Tavares. As peças foram uma bela homenagem a Bach, Carlos Paredes, Amália Rodrigues e Carlos Seixas. Senti que estas figuras da história da Música, estavam ali, à nossa frente, bem vivas.
O Professor José Carlos, director pedagógico do Conservatório Regional de Música Dr. José de Azeredo Perdigão, também esteve presente. Deve ter sentido um grande orgulho, quando foi anunciada a execução de "Verdes Anos"[esse mesmo, que a Amália eternizou], com arranjo da sua autoria. Os seus dotes de compositor já de renome nacional, ficaram mais uma vez comprovados, como pudemos constatar ao ouvir esta bela obra.
A plateia estava rendida à qualidade do espectáculo.
Bela tarde, para as Letras e para a Mùsica.
Queremos mais sessões como esta.
Deus queira!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Lua cheia

Está uma bela noite de lua cheia!
Ainda bem que criei este blog.
Acabo de fazer ma viagem em que pensei nele por várias vezes. E sempre que tal acontecia, de imediato olhava, através da janela do carro, para o belo astro, que se mantinha firme no seu posto, iluninando os lugares por onde passava. Estou convencido que só o blog me fez olhar para o céu.
Nunca uma noite de lua cheia teve tanta imporância para mim.
Surgiu-me, até, a ideia de, sempree que puder, fazer uma associação das fases da lua a determinados acontecimentos que poderão ser divididos segundo as características que mais se assemelharem a cada uma dessas fases.
Hoje quero realçar a boa companhia que o belo astro me fez desde litoral até ao planalto beirão. Proporcionou-me raros momentos de contemplação, como aquele em que passei na Penoita - esse mesmo, o lugar do circuito - em que olhei para o firmamento e fitei as estrelas em todo o seu esplendor. TUDO ERA HARMONIA. Aí o solitário viajante sentiu a sua mente inundada por uma enorme onda de paz espiritual que o haveria de deixar feliz. Pelos filhos, pela mulher, pelos pais, irmãos e alguns amigosque lhe vieram à memória.
Uma aventura! Devo-a a este simples instrumento de comunicação.
Nunca pensei.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Morreu o Neves

A notícia surgiu, em forma de poema, no ENTRE NÓS, jornal da escola Secundária Alves Martins-Viseu.
Um belo poema em que o Ferreira (é assim que o tratava habitualmente) se reconhecerá.
Gosto muito. Foi um gesto bonito que muito apreciei. Denota uma grande sensibilidade e veia poética por parte do seu autor.
Aproveito o blog - anteontem criado - para fazer a minha primeira mensagem, prestando pubicamente a merecida homenagem ao rapaz bom que sempre foi, e, para mim continua a ser, o amigo António Ferreira.
Para sempre.
P. Monte Real

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Morreu o Neves [2]

Mantenho o último "ENTRE NÓS" em cima da secretária, aberto na quarta página, onde tem lugar o poema dedicado à partida do Ferreira. O meu olhar não sai daquele canto inferior direito. Nele vejo o rosto sereno e pensativo do homenageado; e leio mais uma vez o texto. Uma rica criação literária que sobressai em toda a extensão da página. Dignifica, em primeiro lugar o seu autor [ilustre desconhecido], e, em segundo lugar, toda a equipa do jornal. É o reconhecimento público do valor de um jovem que dedicou a vida ao ensino.

Lembro o seu ar de felicidade quando, num certo dia, me falou da inauguração da Exposição sobre o 25 de Abril que organizara para a escola. Muito trabalho lhe deu, mas, para ele só importava o benefício que traria para o enriquecimento cultural dos seus alunos, meninos como ele. O seu sorriso de então, nele tão característico, aparece na foto que ilustra o poema.

O "ENTRE NÓS" de Dezembro de 2009, o primeiro que me veio parar às mãos, ganhou um lugar no fundo do meu coração.

Merece um aplauso.

Com certeza vai ficar na história da escola.