(...) A quantidade de oxigénio (O2) necessária para a vivência saudável de um indivíduo da espécie humana num espaço urbano é correspondente ao oxigénio produzido por uma superfície foliar de 150 metros quadrados. Feitos os cálculos, verifica-se que cada indivíduo necessita, teoricamente, de 40 metros quadrados de espaço verde num ambiente urbano. Desta área, corresponderão, para cada habitante, dez metros quadrados de espaço localizado próximo da respectiva habitação, até um raio de acessibilidade de 400 metros, sendo os restantes 30 metros quadrados por habitante destinados ao espaço verde integrado na estrutura verde principal do agregado populacional. Não me parece que haja qualquer cidade portuguesa nestas condições, embora o Funchal seja, quanto a mim, a cidade portuguesa que mais se aproxima do espaço verde ideal num ambiente urbano e Viseu a cidade portuguesa com maior área relativa de artérias urbanas arborizadas. Actualmente, já existem amplos parques verdes urbanos em Portugal, como, por exemplo, o de Chaves, o da Boavista no Porto, o Parque do Fontelo em Viseu, o Choupal em Coimbra, o Parque Florestal de Monsanto, em Lisboa, o Parque Urbano do Seixal e o Parque da Paz em Almada, o melhor deles todos, na minha opinião. Em vez de se diminuir a verdura nos agregados urbanos e arredores, ela tem de ser aumentada, de modo harmonioso e artístico, para que as cidades, vilas e aldeias sejam saudáveis. - citação do artigo publicado no jornal PÚBLICO, Domingo 11 de Abril de 2021, Jorge Paiva, Biólogo
quinta-feira, 2 de setembro de 2021
As árvores das ruas são para dar sombra e despoluir o meio urbano
quinta-feira, 22 de julho de 2021
Bioterra: Arvoredo Público
Arvoredo Público
quinta-feira, 12 de novembro de 2020
Gonçalo Ribeiro Teles
O arquitecto morreu ontem!
O país está de luto.
Esperemos que o seu exemplo de vida venha a ser seguido!
domingo, 27 de setembro de 2020
Jornalismo de Excelência
Através do site da Imprensa Nacional Casa da Moeda tive conhecimento da recente criação do Prémio Jornalismo de Excelência Vicente Jorge Silva.
Congratulo-me pela excelente iniciativa, que vem homenagear o muito estimado e grande jornalista.
Ouvi falar dele desde os primeiros tempos do Expresso, jornal que abandonou a fim de fundar o Público, de que foi director anos e anos.
Os seus artigos cativavam pela qualidade, riqueza de conteúdo e beleza de estilo (devo dizê-lo sem receio) literário.
Nicolau Santos é o presidente do júri que atribuirá periodicamente o prémio em causa.
O site da INCM publicou as suas esclarecidas palavras sobre o homenageado: "foi o jornalista mais importante na imprensa escrita em Portugal desde o início de 60 até aos anos 90 do século XX e deixou uma marca incontornável no panorama editorial, com 3 projectos indissociáveis da luta pela liberdade, pela democracia parlamentar e pelo cosmopolitismo internacional e cultural: o Comércio do Funchal, a Revista do Expresso e o Público."
Concordo plenamente e julgo que, enquanto houver profissionais como ele (e creio que os haverá, pelo menos aqueles que integraram a escola Vicente), teremos mais hipóteses na construção duma sociedade livre e esclarecida.
quarta-feira, 23 de setembro de 2020
Alberto Manguel
O escritor doa a sua biblioteca,
cerca de 40 mil livros, à cidade de Lisboa.
O protocolo, que formaliza a vontade das partes envolvidas, foi assinado numa cerimónia no âmbito da feira do livro.
“Nas cerimónias de casamento na Argentina é costume dizer-se ao pai da noiva: ‘Não vais perder uma filha, vais ganhar um filho. Hoje digo a mim mesmo ‘Não vais perder uma biblioteca, vais ganhar uma cidade mágica. Obrigado”. Foi com estas palavras que o escritor e bibliófilo terminou o seu discurso*.
O acervo integrará o futuro
Centro de Estudos de História da Leitura (CEHL), a instalar no palacete dos
Marqueses de Pombal, junto ao Museu de Arte Antiga.
A propósito, Catarina Vaz Pinto,
na qualidade de vereadora da Cultura, explicou ao jornal PÚBLICO (edição
Sábado, 5Set2020) que será o próprio Manguel a dirigir o centro; e acrescentou que o equipamento constituirá “um
grande polo de internacionalização” e “fará
jus a Lisboa como cidade literária”.
A dádiva foi para mim uma enorme e agradável surpresa. Inicialmente até achei estranho que o escritor e bibliófilo tivesse escolhido o nosso país para confiar a mítica biblioteca, que há anos aguardava um lugar adequado para o efeito! Mais tarde percebi que Bárbara Bulhosa, directora e fundadora da Tinta-da-China, teve um importante papel no desenvolvimento do processo que esteve na base da decisão do bibliófilo.
Espero que a instalação do Centro não se atrase, mas já sei, através da vereadora, que pode levar um a dois anos!...
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* segmento tirado do artigo de Isabel Coutinho, PÚBLICO on line 12Set2020.
domingo, 5 de julho de 2020
O Futuro da Europa: a sua capacidade de ação
Resta saber se o projecto, muito bem desenhado diga-se de passagem, é consequente!
segunda-feira, 7 de janeiro de 2019
Água que corre
Dizia o poeta:
"Realiza-se em Serralves, dirigido a profissionais das indústrias criativas, o que quer que isso seja, um ciclo de conferências sobre a propriedade industrial e intelectual. A propriedade constitui um interminável problema filosófico, e a noção de "propriedade intelectual" mais ainda, principalmente hoje, com a desmaterialização e multiplicação dos usos e das técnicas de comunicação e reproduz ção. No admirável "Perre Ménard, autor do Quixote", Borges coloca, não sem radical ironia, a questão da autoria. No limite, cada leitor (ouvinte, espectador) é um autor e cada leitura uma autoria. Ainda no limite, poderíamos mesmo perguntar de "quem" são as nossas palavras ou o modo como as usamos ou se ligam umas às outras, as nossas ideias, a própria ideia que temos de criação e concluir, com Prroudhon, que a propriedade, em especial, a intelectual é necessariamente um roubo e o autor um ladrão que rouba a outros ladrões. A autoria (contra mim falo, que sou autor) tem hoje inexplicável prestígio e a sua patética luta para impor barreiras jurídicas à comunitarização da criação é tentar agarrar água que corre."
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* Na coluna habitual POR OUTRAS PALAVRAS, de 11 de Novembro de 2009
