Ontem o conservatório prestou Homenagem ao seu patrono Dr. José de Azeredo Perdigão. Esteve presente o filho Dr. Pedro Paulo de Azeredo Perdigão, que, numa bela comunicação, recordou o pai e a mãe, descrevendo os momentos mais marcantes vividos em família, na vida social e profissional, carregados de emoção. Foi o momento alto das comemorações, que culminou com o descerramento da lápide comemorativa dedicada ao homenageado.
Seguiu-se um momento de convívio, durante o qual o actual presidente da Proviseu abraçou emocionado o antigo titular do cargo, á data da fundação do conservatório. Histórico abraço! Um quarto de século ali reunido num simples, mas tão significativo, gesto.
O dirigente histórico terá a merecidísíssima homenagem dia 5 de Novembro.
Calorosos aplauso do público presente. Bela moldura humana. Tantas coisas em tão pouco tempo.
Creio que tudo se pode resumir a uma frase: o conservatório assistiu a um filho orgulhoso, pelo pai, pela obra, pela escola que ajudou a levantar e pelas gentes, beirãs de gema como ele.
Um Encanto!
domingo, 19 de setembro de 2010
sábado, 11 de setembro de 2010
Rota mundial da guitarra clássica
Chopin, Nocturne op.9 Nº 2 e Nocturno op. 32 nº 1, arranjos de Elena Papandreou para guitarra clássica (guitarra, disse bem!), tocados pela autora, num extraordinário Espectáculo, ontem à noite, em Sernancelhe, no âmbito do Concurso e Festival Internacional de Guitarra Clássica.
A guitarrista grega, que actuou a solo, fez uma interpretação brilhante, não só nos famosos nocturnos, mas também em todas as outras obras que fizeram parte do programa.
Finalizou com "Triaela" [dedicado à própia intérprete pelo compositor Roland DYENS (1955 )], que inclui: - Ligth Motif [Takemitsu au Bresil], Black Horn [when Spain meets Jazz] e Clown Down [ Gismonti au Cirque]. Jazz com sabor a samba. Um nível muito alto.
Ao ouvi-la, no final, recordei aquele excepcional "LP", do tempo do vinil, "Mágico", que contém a bela composição do Gismonti, "PALHAÇO", superiormente interpretada pelo próprio ao piano, Charlie Haden no Baixo e Jan Garbarek no Saxofone. que trio, meu Deus!
Rendido à classe da guitarrista, o público presenteou-a com acalorado e vigoroso aplauso.
A artista correspondeu, emocionada, com dois lindos "encores".
Noite inesquecível, passada no auditório Municipal, edifício integrado no Centro Histórico, antiga sede da Câmara, muito bem adaptado à sua actual finalidade.
E já vai na 12ª edição!
Parabéns à Direcção Artística: Paula Sobral e José Carlos de Sousa e à Câmara Municipal de Sernancelhe.
O livrinho do programa advertia: "Devido á seriedade e elevado nível de execução é imperativo o silêncio absoluto do público..."
Tudo se cumpriu.
A guitarrista grega, que actuou a solo, fez uma interpretação brilhante, não só nos famosos nocturnos, mas também em todas as outras obras que fizeram parte do programa.
Finalizou com "Triaela" [dedicado à própia intérprete pelo compositor Roland DYENS (1955 )], que inclui: - Ligth Motif [Takemitsu au Bresil], Black Horn [when Spain meets Jazz] e Clown Down [ Gismonti au Cirque]. Jazz com sabor a samba. Um nível muito alto.
Ao ouvi-la, no final, recordei aquele excepcional "LP", do tempo do vinil, "Mágico", que contém a bela composição do Gismonti, "PALHAÇO", superiormente interpretada pelo próprio ao piano, Charlie Haden no Baixo e Jan Garbarek no Saxofone. que trio, meu Deus!
Rendido à classe da guitarrista, o público presenteou-a com acalorado e vigoroso aplauso.
A artista correspondeu, emocionada, com dois lindos "encores".
Noite inesquecível, passada no auditório Municipal, edifício integrado no Centro Histórico, antiga sede da Câmara, muito bem adaptado à sua actual finalidade.
E já vai na 12ª edição!
Parabéns à Direcção Artística: Paula Sobral e José Carlos de Sousa e à Câmara Municipal de Sernancelhe.
O livrinho do programa advertia: "Devido á seriedade e elevado nível de execução é imperativo o silêncio absoluto do público..."
Tudo se cumpriu.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
José de Azeredo Perdigão
Os "justos" são a porção viva e sã, mas escondida, da comunidade a que
pertencem. Garantem a sua capacidade de regeneração. O fundamento da
esperança no futuro é o reconhecimento dos "justos" que nos rodeiam, seja
qual for o meio e o apoio que somos capazes de lhes dar na sua luta pela
"justiça"
José Mattoso
Historiador
pertencem. Garantem a sua capacidade de regeneração. O fundamento da
esperança no futuro é o reconhecimento dos "justos" que nos rodeiam, seja
qual for o meio e o apoio que somos capazes de lhes dar na sua luta pela
"justiça"
José Mattoso
Historiador
Dia 18, sábado, pelas 15h00, o Conservatório Regional de Música José de Azeredo Perdigão leva a cabo a sessão de homenagem ao patrono que lhe dá o nome.
O acontecimento marca o início oficial das comemorações do 25º aniversário da fundação do conservatório (1985-2010).
A missiva, que deve introduzir a cerimónia do descerramento da lápide comemorativa, abrirá com a epígrafe deste texto, retirada do artigo "Uma ideia para Potugal" in P2 (jornal Público de 6 de março de 2010). Nele o historiador responde ao desafio que lhe foi lançado pelo periódico sobre o que nós podemos esperar de Portugal depois de olharmos para o passado.
O historiador, a propósito, questionava se haveria ainda lugar, no mundo de hoje, para uma concepção humanista da existência. E ele, categoricamente, dizia: «não acredito numa ideia para Portugal senão baseada no respeito pelo homem e pela sua dignidade. O domínio da técnica ameaça o homem porque dá o poder, mas não garante o seu bom uso.»
E propõe que se acredite no efeito da acção do "justo" sobre a comunidade a que pertence em virtude do princípio da solidariedade.
"Só isso servirá de antídoto contra a desilusão que nos causam os poderosos...."
José Azeredo Perdigão, também ele um homem justo e amigo da sua terra, cedo se apercebeu da necessidade de apoio às Artes, como factor de desenvolvimento sócio-cultural da sua cidade e região.
Daí a aposta feita no implemento duma obra com vocação para o ensino despecializado da Mùsica.
O resultado está á vista.
O êxito do conservatório também a ele se deve.
É, pois, justa a homenagem.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
O pai que nasceu duas vezes
(a propósito da inauguração da Livraria e Papelaria 'PAIMAX - O Melhor Livro', na Rua do Mártir S.Sebastião)
É a primeira casa do género que abre nesta histórica aldeia. Este facto, só por si, já é digno de nota, assumindo uma importância tal que, a meu ver, é merecedor de rasgados elogios.Jamais a grandeza de um «ideal» se mediu pela sua grandeza mas pela que de ti nela entenderes investir. Porque «o homem é a medida de todas as coisas», como o grego afirmou há milénios e ninguém soube ainda desmentir.
Vergílio Ferreira
Mas, o acto de inauguração assume, ainda, maior relevância, pelas circunstâncias muito especiais em que surge, em momento de crise económica e de valores como são aqueles que uma livraria pretende defender ligados á cultura.
Noutros tempos, inteiramente dedicada ao mundo rural, e, hoje, muito mais voltada para serviços e empreendimentos de cariz social e urbano, a nossa terra, com certeza que acolherá este novo rosto na área empresarial, com todo o carinho. Creio que será até motivo de orgulho.
E a denominação?
Nesta aldeia nasceram:
- António e Rosa, pais de Maximino;
- António e Custódia, pais de Clara;
- Maximino e Clara, pais de Afonso; e
- Afonso, pai da IDEIA;
Graças a ele, HOJE nasce PAIMAXimino! O pai que nasceu duas vezes.
Nascer, é vir ao mundo. Germinar, brotar.
Ele aí está com a sua experiência, peço que me perdoem a imodéstia para com aquele que foi tudo para mim, ele, aí está, como um protector e exemplo de vida a seguir.
Ele é mesmo 'O Melhor Livro' como diz o logótipo. Um livro que tem uma página, onde vem escrita a frase, carregada de sentido e sabedoria, que tantas vezes lhe ouvi: 'Mais vale um lápis curto do que uma memória comprida'.
Acho extraordinária e feliz a ideia de ter sido associada à denominação daLivraria a memória dum ente tão querido, facto que, estou certo, é uma boa forma de lhe prestar uma digna e merecida homenagem.
Estamos a falar de escrita e de livros, não é?
A tarefa da sua comercilaização não será fácil, é verdade, mas estou convicto de que os Elementos da Equipa, que abraçam o projecto, estão bem preparados para enfrentar quaisquer obstáculos que se lhes deparem no caminho.
Como um rio, quando nasce, é um fio de água, que, ao longo do seu percurso, aumenta o seu caudal, capaz de abastecer aldeias e cidades... Assim será com PAIMAX.
A todos os que vão trabalhar nesta casa, desejo felicidades.
Faço votos para que os futuros clientes e amigos sintam muito prazer em frequentar este belo espaço.
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crónicas,
importância dos livros,
livraria
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Inferno na estrada
Tarde de segunda feira. Regresso a casa, pela A25.
Toca o telemóvel que dá a primeira notícia: "Há um grave acidente na auto-estrada! Máximo cuidado".
O auto-rádio dispara em uníssono, em todas as estações, "choques em cadeia provocam cinco mortos e um grande número de feridos; camiões e veículos a arder... os bombeiros tentam apagar as chamas; inúmeras ambulâncias; há médicos do INEM no local; vítimas que sofreram queimaduras estão a ser conduzidas para hospitais com a especialidade de queimados...a chuva e o nevoeiro intenso que se faz sentir no local está a dificultar a prestação de socorro...os helicóteros ficam em terra, por causa das péssimas condições atmosféricas..."
É no quilómetro 45, nas Talhadas. Ainda faltam mais de vinte para lá chegarmos.
Nó do Carvoeiro, a GNR corta o trânsito, a fim de permitir a operação de socorro às vítimas, nas melhores condições.
Imposto o desvio pela EN nº 16.
Nos primeiros quilómetros do percurso, o tráfego flui normalmente, mas, pouco tempo depois, formou-se uma fila enorme, num constante pára-arranca. Há que séculos não entrava naquela estrada, que conhecia muito bem das normais viagens ao Porto. Pareceu-me igual. Tudo verde, uma fonte na berma, o rio à direita e a linha de combóio vale do vouga à esquerda, seguindo paralelamente, mesmo nas curvas e contra-curvas, como que fazendo uma mútua vigilância. Somos invadidos pela Natureza! Emociono-me, sem extravasar a alegria que sinto, uma vez que o rádio continua a lembrar-nos que, poucos quilómetros acima do vale, há vítimas mortais, que merecem o nosso respeito e recolhimento.
Chegamos ao fantástico Poço de S. Tiago, antigo porto fluvial com grande saída de lenhas, madeiras e carqueija. Ali está implantado o "elegante e arrojado viaduto de pedra, obra da engenharia francesa que transfere a via férrea para a margem esquerda do rio que ali corre entre ribanças apertadas e sai da alcantilada mas pitoresca e verdejante região dos gneisses e granitos. Sob o viaduto [com um arco central de 55 metros de vão] passa a mencionada estrada nacional" - in Guia de Portugal, 3º volume, Beira, I. Beira Litoral, 3ª edição da Fundação Calouste Gulbenkian.
Tanta beleza, a contrastar com a tragédia, ali tão próxima, cuja real dimensão nos era dada pela rádio, através de sucessivas noticías: "ainda não foi possível dominar o fogo no amontoado de veículos, um inferno!..."
Momento de paragem.
Medito. Mas porquê?
Penso nas pressas que hoje todo o mundo tem em chegar, alcançar ... ser civilizado. Auto-estradas para ... a morte. Que vida! Onde está a verdade da vida, a solidariedade, o tempo para a família?... Como é ainda posssível o sistemático flagelo dos incêndios que dizimam vidas e floresta, numa época que nunca mais acaba? Não está tudo ligado?
Penso no papel que deveremos ter para a evitar ou, pelo menos, atenuar futuras agressões, nesse campo. Vejamos esta coincidência. É preciso que aconteça um acidente, para que regressemos à velhinha estrada, com tanto de bom que nos pode dar!
Dá que pensar.
Nesse dia, chegámos a casa três horas mais tarde, mas demos graças a Deus, pela benção que nos concedeu.
Toca o telemóvel que dá a primeira notícia: "Há um grave acidente na auto-estrada! Máximo cuidado".
O auto-rádio dispara em uníssono, em todas as estações, "choques em cadeia provocam cinco mortos e um grande número de feridos; camiões e veículos a arder... os bombeiros tentam apagar as chamas; inúmeras ambulâncias; há médicos do INEM no local; vítimas que sofreram queimaduras estão a ser conduzidas para hospitais com a especialidade de queimados...a chuva e o nevoeiro intenso que se faz sentir no local está a dificultar a prestação de socorro...os helicóteros ficam em terra, por causa das péssimas condições atmosféricas..."
É no quilómetro 45, nas Talhadas. Ainda faltam mais de vinte para lá chegarmos.
Nó do Carvoeiro, a GNR corta o trânsito, a fim de permitir a operação de socorro às vítimas, nas melhores condições.
Imposto o desvio pela EN nº 16.
Nos primeiros quilómetros do percurso, o tráfego flui normalmente, mas, pouco tempo depois, formou-se uma fila enorme, num constante pára-arranca. Há que séculos não entrava naquela estrada, que conhecia muito bem das normais viagens ao Porto. Pareceu-me igual. Tudo verde, uma fonte na berma, o rio à direita e a linha de combóio vale do vouga à esquerda, seguindo paralelamente, mesmo nas curvas e contra-curvas, como que fazendo uma mútua vigilância. Somos invadidos pela Natureza! Emociono-me, sem extravasar a alegria que sinto, uma vez que o rádio continua a lembrar-nos que, poucos quilómetros acima do vale, há vítimas mortais, que merecem o nosso respeito e recolhimento.
Chegamos ao fantástico Poço de S. Tiago, antigo porto fluvial com grande saída de lenhas, madeiras e carqueija. Ali está implantado o "elegante e arrojado viaduto de pedra, obra da engenharia francesa que transfere a via férrea para a margem esquerda do rio que ali corre entre ribanças apertadas e sai da alcantilada mas pitoresca e verdejante região dos gneisses e granitos. Sob o viaduto [com um arco central de 55 metros de vão] passa a mencionada estrada nacional" - in Guia de Portugal, 3º volume, Beira, I. Beira Litoral, 3ª edição da Fundação Calouste Gulbenkian.
Tanta beleza, a contrastar com a tragédia, ali tão próxima, cuja real dimensão nos era dada pela rádio, através de sucessivas noticías: "ainda não foi possível dominar o fogo no amontoado de veículos, um inferno!..."
Momento de paragem.
Medito. Mas porquê?
Penso nas pressas que hoje todo o mundo tem em chegar, alcançar ... ser civilizado. Auto-estradas para ... a morte. Que vida! Onde está a verdade da vida, a solidariedade, o tempo para a família?... Como é ainda posssível o sistemático flagelo dos incêndios que dizimam vidas e floresta, numa época que nunca mais acaba? Não está tudo ligado?
Penso no papel que deveremos ter para a evitar ou, pelo menos, atenuar futuras agressões, nesse campo. Vejamos esta coincidência. É preciso que aconteça um acidente, para que regressemos à velhinha estrada, com tanto de bom que nos pode dar!
Dá que pensar.
Nesse dia, chegámos a casa três horas mais tarde, mas demos graças a Deus, pela benção que nos concedeu.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Regresso
Regresso de férias, do tempo de lazer, leitura e diversão. A ilha de Maiorca - Platja de Muro, Alcúdia - foi o local de poiso e de ponto de partida para surpreendentes itinerários de veraneio.
Foi marcante o salutar convívio em família: dias inteiros de mútua troca de ideias e aventuras; viver a vida na sua plenitude (facto impossível durante o ano lectivo).
No campo turístico, se é que assim se pode chamar aquela parte das férias em que nos sentimos "obrigados a descobrir coisas novas", foi a descoberta do Mediterrâneo com areal imenso e água amena sempre a convidar-nos para um mergulho; a viagem de barco em pleno mar alto; a viagem de autocarro que atravessou a ilha e nos levou à capital onde deambulámos durante largas horas, visitando a Catedral e o Museu do Palácio de Almudaina; este último com vista para o mar e repleto de Pinturas e Tapeçarias que nos deixaram estarrecidos pela sua rara beleza.
Não pudemos visitar a lendária Chartreuse de Valldemosa, onde se albergaram Chopin e Sand em Dezembro de 1838 a viver um "amor sublime" e onde o compositor se entregou sem descanso aos seus prelúdios. Espero voltar para suprir esta omissão.
E destaco a leitura de "O silêncio" da Teolinda Gersão (Dom Quixote, 4ª edição, 1995) - bela poesia e descrição da natureza, ... mas difícil de compreender; iniciei "Todos os homens são mentirosos" de Alberto Manguel, [da Teorema], que continuo a ler com agrado. Parece um bom livro para fazer a ligação entre o período de férias e o trabalho. Nem de propósito, a obra tem como subtítulo "O que é a verdade?"
Neste período transitório, nada melhor do que a companhia de um livro, novo, que desperte a nossa curiosidade. Retomo o trabalho, literalmente, em busca da verdade.
É um rico estímulo para começar de novo!
Interessante!
Escrevo, escrevo...e devo parar. Este texto serve de teste ao permanente desafio que persigo: alimentar o blog, mas sem prejuízo do tempo dedicado ao cumprimento dos deveres inerentes ao 'outro lado' da vida, que é a real.
Acham que será tarefa fácil?!
Foi marcante o salutar convívio em família: dias inteiros de mútua troca de ideias e aventuras; viver a vida na sua plenitude (facto impossível durante o ano lectivo).
No campo turístico, se é que assim se pode chamar aquela parte das férias em que nos sentimos "obrigados a descobrir coisas novas", foi a descoberta do Mediterrâneo com areal imenso e água amena sempre a convidar-nos para um mergulho; a viagem de barco em pleno mar alto; a viagem de autocarro que atravessou a ilha e nos levou à capital onde deambulámos durante largas horas, visitando a Catedral e o Museu do Palácio de Almudaina; este último com vista para o mar e repleto de Pinturas e Tapeçarias que nos deixaram estarrecidos pela sua rara beleza.
Não pudemos visitar a lendária Chartreuse de Valldemosa, onde se albergaram Chopin e Sand em Dezembro de 1838 a viver um "amor sublime" e onde o compositor se entregou sem descanso aos seus prelúdios. Espero voltar para suprir esta omissão.
E destaco a leitura de "O silêncio" da Teolinda Gersão (Dom Quixote, 4ª edição, 1995) - bela poesia e descrição da natureza, ... mas difícil de compreender; iniciei "Todos os homens são mentirosos" de Alberto Manguel, [da Teorema], que continuo a ler com agrado. Parece um bom livro para fazer a ligação entre o período de férias e o trabalho. Nem de propósito, a obra tem como subtítulo "O que é a verdade?"
Neste período transitório, nada melhor do que a companhia de um livro, novo, que desperte a nossa curiosidade. Retomo o trabalho, literalmente, em busca da verdade.
É um rico estímulo para começar de novo!
Interessante!
Escrevo, escrevo...e devo parar. Este texto serve de teste ao permanente desafio que persigo: alimentar o blog, mas sem prejuízo do tempo dedicado ao cumprimento dos deveres inerentes ao 'outro lado' da vida, que é a real.
Acham que será tarefa fácil?!
sábado, 14 de agosto de 2010
A importância dos livros
P2.Quarta-feira 11Agosto 2010, página 2
coluna de Ricardo Aniceto, apresentando a obra:
Breve de Inocêncio XII
Roma, 1695, Novembro, 28
Pergaminho
397x238 mm
C Mosteiro de S. Vicente de Fora
A máxima "verba volant, scripta manent" (as palavras voam, os escritos permanecem) traduz a relevância do livro no ofício de ensinar da Igreja Católica, que, desde os tempos apostólicos, sempre demonstrou especial cuidado com os livros relacionados com a fé e os costumes.
Fruto da actividade das ordens religiosas (...)constituiu-se um património herdado do Norte ao Sul do país, ilhas, Brasil, Macau, em que se destacam as grandes livrarias dos mosteiros de Tibães, Alcobaça e Santa Cruz de Coimbra, mas também outras mais pequenas (...) como as do Convento da Graça e do Mosteiro de São Vicente de Fora, ambas em Lisboa.
O documento que se apresenta traduz a preocupação da hierarquia papal em zelar pela conservação das coleccções bibliográficas. Proveniente do cartório do Convento da Graça trata-se de um breve do Papa Incêncio XII ameaçando com penas os que desencaminharem livros da biblioteca do Colégio dos Eremitas de Santo Agostinho da Graça de Lisboa.
Nota: 'breve' significa "Documento pontifício que contém uma decisão ou declaração de carácter particular, que não se aplica á generalidade da Igreja Católica" - in Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, Academia das Ciências de lisboa.
Creio que a velha máxima também se aplica, com toda a propriedade, ao conteúdo dum blog. Os pensamentos e ideias nele manifestadas aí ficam registados para sempre.
Constitui uma marca indelével do seu autor. E transmite confiança ao seu leitor.
coluna de Ricardo Aniceto, apresentando a obra:
Breve de Inocêncio XII
Roma, 1695, Novembro, 28
Pergaminho
397x238 mm
C Mosteiro de S. Vicente de Fora
A máxima "verba volant, scripta manent" (as palavras voam, os escritos permanecem) traduz a relevância do livro no ofício de ensinar da Igreja Católica, que, desde os tempos apostólicos, sempre demonstrou especial cuidado com os livros relacionados com a fé e os costumes.
Fruto da actividade das ordens religiosas (...)constituiu-se um património herdado do Norte ao Sul do país, ilhas, Brasil, Macau, em que se destacam as grandes livrarias dos mosteiros de Tibães, Alcobaça e Santa Cruz de Coimbra, mas também outras mais pequenas (...) como as do Convento da Graça e do Mosteiro de São Vicente de Fora, ambas em Lisboa.
O documento que se apresenta traduz a preocupação da hierarquia papal em zelar pela conservação das coleccções bibliográficas. Proveniente do cartório do Convento da Graça trata-se de um breve do Papa Incêncio XII ameaçando com penas os que desencaminharem livros da biblioteca do Colégio dos Eremitas de Santo Agostinho da Graça de Lisboa.
Nota: 'breve' significa "Documento pontifício que contém uma decisão ou declaração de carácter particular, que não se aplica á generalidade da Igreja Católica" - in Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, Academia das Ciências de lisboa.
Creio que a velha máxima também se aplica, com toda a propriedade, ao conteúdo dum blog. Os pensamentos e ideias nele manifestadas aí ficam registados para sempre.
Constitui uma marca indelével do seu autor. E transmite confiança ao seu leitor.
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