A orquestra dirigida por Massimo Mazzeo vai abrir, logo à noite, o Festival de Música da Primavera de Viseu.
Creio que vai ser um concerto único.
As emoções estão à flor da pele!
Durante os dias do festival,
a cidade abre as portas ao mundo...
quinta-feira, 11 de abril de 2013
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Feliz 2013
…MÚSICA
Não tenho palavras. Nem sequer um ponto de exclamação. Só o silêncio e a contemplação da música, da ideia da música; não a mesma ideia que Mozart, ou Bach, ou Mahler, ou Beethoven, ou Satie, ou Chopin ou tantos, mas tantos outros tiveram.
Limito-me a ouvir a música que os meus sentidos desejam.
Toda a música. Consigo ouvir os sons harmoniosos ou violentos do planeta Terra onde nasci, o som da terra, da água, do vento, o som das cores, a melodia da alegria, o barulho produzido pelo silêncio da morte.
Posso transformar toda a ideia da vida em ideia de música…
Posso ser eu a música. É só eu querer… (…)
CRISTINA CARVALHO
“…Música”
in Divina Música,
Feliz ano novo a todos os amigos.
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
ATLAS
De Ana Borralho e João Galante
Um projecto com a comunidade, que, no último sábado, aquela dupla de actores/cocriadores pôs em cena no Viriato.
“Se um professor de Matemática incomoda muita gente” – dizia o interveniente – “dois professores de matemática incomodam muito mais” – respondiam, em uníssono, os outros.
“Se dois desempregados incomodam muita gente” – dizia outro, “três desempregados incomodam muito mais”, de novo em coro. E, assim, sucessivamente, foram desfilando até à centésima pessoa.
Pelo meio, alguns participantes contaram uma história de vida, que muito contribuiu para o enriquecimento do espectáculo.
A peça termina com todo o mundo em palco, numa verdadeira explosão de alegria pela sensação do dever cumprido, à mistura com sentimentos de regozijo pela graça e força solidária que irradiava daquele maravilhoso grupo.
Muitas emoções, à flor da pele: curioso o facto de, surpreendentemente, aparecerem em palco pessoas que só conhecíamos como profissionais nos seus locais de trabalho, desempenhando o seu papel com muito brilho!
Por momentos, conseguimos esquecer os tempos difíceis que vivemos, e, através da palavra, também ali foram lembrados!
Um dos motores desta peça, é a ideia do artista plástico Joseph Beuys: “A revolução somos nós, e cada homem um artista”.
“Uma revolução silenciosa” – dizia o folheto de sala que guardo religiosamente!
Sei que a peça já foi representada em diversas cidades. A de Viseu foi uma das melhores - foi a opinião de um organizador.
O projecto continuará noutras paragens, até no estrangeiro.
Já tenho saudades!
Um projecto com a comunidade, que, no último sábado, aquela dupla de actores/cocriadores pôs em cena no Viriato.
“Se um professor de Matemática incomoda muita gente” – dizia o interveniente – “dois professores de matemática incomodam muito mais” – respondiam, em uníssono, os outros.
“Se dois desempregados incomodam muita gente” – dizia outro, “três desempregados incomodam muito mais”, de novo em coro. E, assim, sucessivamente, foram desfilando até à centésima pessoa.
Pelo meio, alguns participantes contaram uma história de vida, que muito contribuiu para o enriquecimento do espectáculo.
A peça termina com todo o mundo em palco, numa verdadeira explosão de alegria pela sensação do dever cumprido, à mistura com sentimentos de regozijo pela graça e força solidária que irradiava daquele maravilhoso grupo.
Muitas emoções, à flor da pele: curioso o facto de, surpreendentemente, aparecerem em palco pessoas que só conhecíamos como profissionais nos seus locais de trabalho, desempenhando o seu papel com muito brilho!
Por momentos, conseguimos esquecer os tempos difíceis que vivemos, e, através da palavra, também ali foram lembrados!
Um dos motores desta peça, é a ideia do artista plástico Joseph Beuys: “A revolução somos nós, e cada homem um artista”.
“Uma revolução silenciosa” – dizia o folheto de sala que guardo religiosamente!
Sei que a peça já foi representada em diversas cidades. A de Viseu foi uma das melhores - foi a opinião de um organizador.
O projecto continuará noutras paragens, até no estrangeiro.
Já tenho saudades!
quinta-feira, 19 de julho de 2012
O céu aparece cinzento
O céu aparece cinzento, escuro. Negro, mesmo.
E cai água em pleno Verão.
Suspiro de alívio!
Dou comigo a pensar que só a chuva afasta de vez o medo terrível provocado pela vaga de incêndios que todos os anos nos aflige como um autêntico pesadelo!
De pouco ou nada valem os dinheiros públicos que o Estado coloca nas mãos das diversas entidades para implementação de medidas de combate aos fogos, ufanosamente anunciadas na abertura da ‘época’!
Rezo a todos os Santos pela chuva… avizinham-se tempos difíceis: área ardida, fauna e flora ameaçadas, falta de água, desertificação, etc., Mais um rude golpe nas condições de quem vive no interior...sempre o mesmo “pagante” da factura…
Um velho problema, que deveria ser atacado com medidas estruturais e drásticas, mas não. Pelo contrário, vemos que apenas é abordado com paliativos de nula eficácia.
Este verão não foge á regra!
Valha-nos a Natureza… única que ouve o apelo, mas, qualquer dia, até ela… aturdida pelas inexoráveis crises climáticas, terá alguma dificuldade na matéria!
Cai água em pleno Verão. Será um sonho!?
Valha-nos Deus!
P.S.Estarei ausente, durante algum tempo. Muito agradeço a todos os amigos que me visitam e deixam palavras inesquecíveis, sempre tão motivadoras! Obrigado.
E cai água em pleno Verão.
Suspiro de alívio!
Dou comigo a pensar que só a chuva afasta de vez o medo terrível provocado pela vaga de incêndios que todos os anos nos aflige como um autêntico pesadelo!
De pouco ou nada valem os dinheiros públicos que o Estado coloca nas mãos das diversas entidades para implementação de medidas de combate aos fogos, ufanosamente anunciadas na abertura da ‘época’!
Rezo a todos os Santos pela chuva… avizinham-se tempos difíceis: área ardida, fauna e flora ameaçadas, falta de água, desertificação, etc., Mais um rude golpe nas condições de quem vive no interior...sempre o mesmo “pagante” da factura…
Um velho problema, que deveria ser atacado com medidas estruturais e drásticas, mas não. Pelo contrário, vemos que apenas é abordado com paliativos de nula eficácia.
Este verão não foge á regra!
Valha-nos a Natureza… única que ouve o apelo, mas, qualquer dia, até ela… aturdida pelas inexoráveis crises climáticas, terá alguma dificuldade na matéria!
Cai água em pleno Verão. Será um sonho!?
Valha-nos Deus!
P.S.Estarei ausente, durante algum tempo. Muito agradeço a todos os amigos que me visitam e deixam palavras inesquecíveis, sempre tão motivadoras! Obrigado.
sexta-feira, 22 de junho de 2012
O homem-povo
Hoje, na sua terra natal, vai ser homenageado o homem-povo: o parque infantil vai ter o seu nome. .
Partiu num momento de solidão, que, nos últimos tempos, frequentemente o assolava.
Partiu num momento de solidão, que, nos últimos tempos, frequentemente o assolava.
Um homem bom. lutador incansável que, enquanto membro da autarquia local, defendia acerrimamente a população, principalmente a mais carenciada.
Os membros da autarquia, familiares e amigos prestam-lhe uma digna e merecida homenagem.
sábado, 9 de junho de 2012
áurea menina
“É possível que, na queda, se tenha magoado um pouco. E, por causa da dor, se tenha retraído, a fim de passar despercebida: uma atitude típica da espécie, que, como presa habitual, precisa de “enganar” os predadores, em luta pela sobrevivência.”
As surpreendentes palavras trouxeram algum alívio. Será que, afinal, a doença não seria tão grave como nos parecera?
A verdade é que havia dois dias que toda a família andava preocupada com o estado de saúde da hamster. Tudo começou quando o bicho apareceu, pela manhã, a tiritar de frio, fora da gaiola, a um canto da sala. Será que caiu e se magoou? Será que o frio da noite gélida, fora do aconchego do ninho, lhe teria feito mal?
As espreitadelas à gaiola sucediam-se a toda a hora, observando a evolução do animal … que nos parecia sem genica, não comia nem bebia… e passava a vida no ninho. A preocupação estampou-se no semblante de toda a família!
- Temos que a levar ao veterinário!
Coube-me a tarefa. Mil cuidados no transporte, primeiro no automóvel e depois ao colo até à consulta.
“Então, o que tem esta menina?”
Mal a veterinária lhe pega, deu-lhe uma valente mordidela.
- Está com muita vitalidade!
Observa-a atentamente e desencadeia os procedimentos habituais, até que:
-Não lhe encontro nada de especial… aparentemente está bem. Recomendo apenas alguns pequenos cuidados e vigilância.
Explica que tudo se pode ter devido ao forte instinto de defesa pela sobrevivência.
Continuou cautelosa durante alguns dias, mas, pouco a pouco, recuperou totalmente. Olhos vivos e misteriosos. Sempre em movimento. E no dorso, o brilho e a cor de ouro [a que se deve o seu nome].
Encantador regresso à normalidade.
Nada melhor existe no mundo!
quarta-feira, 14 de março de 2012
Não posso adiar o amor para outro século
03.03.2012
“Hoje não quero falar de futebol! Hoje o que quero é felicitar-te pela celebração do aniversário! Oxalá que, quando fores ve…velhi… (desculpa, não é a palavra que queria dizer!...), oxalá que, nessa altura, tenhas saúde e os filhos a teu lado, os filhos… em harmonia. V a i j a n t a r f o r a e d i v e r t e – t e. É o q u e i m p o r t a !
O pai, cansado e ofegante, fala ao telefone, devagar. Parco nas palavras, mas muito claro e convincente em tudo quanto diz, como quem pretende transmitir algo de importante, essencial e, diria até, existencial. Parece-me que, no momento, à distância de 300 quilómetros, tenta dar o melhor que tem. Sinto, então, que, através do cabo telefónico, desagua à minha frente uma torrente de calor humano que toma conta de mim. Compreendo logo que só a fonte do amor é capaz de semelhante milagre!
Que homem de coragem! Que desprendimento em relação às coisas terrenas! Há dias, numa visita que fizémos, deu um crucifixo à filha, dizendo-lhe que o objecto, para ele, tinha muito valor e que por isso gostava de lho dar, interessante é dar o que gostamos - frisou.
Coisas simples, de extremo significado, que tocam a alma!
14.03.2012
Hoje vai à consulta de cardiologia no Hospital de Santa Maria. Mais um passo na difícil convalescença da fibrilação auricular que o levou ao internamento hospitalar!
Vai seguro, porque o médico é professor catedrático, uma sumidade na área da especialidade, sempre rodeado de médicos aprendizes [ como acontecia no seu tempo ao iniciar a carreira de estomatologista - faz questão de relembrar].
No momento em que escrevo o presente texto, recordo, emocionado, os dois episódios supra relatados; o eco das suas convictas palavras ressoa como uma benção!
Espero que receba boas novas!
Com certeza vai correr bem.
Que lição, meu Deus!
“Hoje não quero falar de futebol! Hoje o que quero é felicitar-te pela celebração do aniversário! Oxalá que, quando fores ve…velhi… (desculpa, não é a palavra que queria dizer!...), oxalá que, nessa altura, tenhas saúde e os filhos a teu lado, os filhos… em harmonia. V a i j a n t a r f o r a e d i v e r t e – t e. É o q u e i m p o r t a !
O pai, cansado e ofegante, fala ao telefone, devagar. Parco nas palavras, mas muito claro e convincente em tudo quanto diz, como quem pretende transmitir algo de importante, essencial e, diria até, existencial. Parece-me que, no momento, à distância de 300 quilómetros, tenta dar o melhor que tem. Sinto, então, que, através do cabo telefónico, desagua à minha frente uma torrente de calor humano que toma conta de mim. Compreendo logo que só a fonte do amor é capaz de semelhante milagre!
Que homem de coragem! Que desprendimento em relação às coisas terrenas! Há dias, numa visita que fizémos, deu um crucifixo à filha, dizendo-lhe que o objecto, para ele, tinha muito valor e que por isso gostava de lho dar, interessante é dar o que gostamos - frisou.
Coisas simples, de extremo significado, que tocam a alma!
14.03.2012
Hoje vai à consulta de cardiologia no Hospital de Santa Maria. Mais um passo na difícil convalescença da fibrilação auricular que o levou ao internamento hospitalar!
Vai seguro, porque o médico é professor catedrático, uma sumidade na área da especialidade, sempre rodeado de médicos aprendizes [ como acontecia no seu tempo ao iniciar a carreira de estomatologista - faz questão de relembrar].
No momento em que escrevo o presente texto, recordo, emocionado, os dois episódios supra relatados; o eco das suas convictas palavras ressoa como uma benção!
Espero que receba boas novas!
Com certeza vai correr bem.
Que lição, meu Deus!
*O título é “roubado” ao poema de António Ramos Rosa seleccionado por Maria Alzira Seixo na antologia “os poemas da minha vida”, edição do PÚBLICO, Junho de 2005.
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