domingo, 24 de abril de 2011

Avezinhas há pouco nascidas

Inícios de Abril.
Descobrimos o ninho nas traseiras de casa. Na altura apenas tinha um conjunto de ovos. Nunca mais o perdemos de vista. Várias vezes por dia observávamos a ave que "chocava" os ovos. Até que, no dia 15, surgiram estas belas e frágeis avezinhas. Que agora são a nossa mais recente companhia.
Extraordinário! A natureza no seu mais belo esplendor.









vídeo do Celso Miguel e Petrus

sábado, 2 de abril de 2011

principe russo

No Natal, o Menino Jesus contemplou o meu filho mais velho com um belo hamster que,de imediato, toda a família adoptou. "Principe russo" passou a chamar-se. "Principe" pelo lugar que passou a ocupar no seio da família e "russo", devido à sua origem, algures nas longínquas estepes russas.
Tomámos conta dele, com imenso desvelo.
Observámo-lo, ora recolhido no seu fôfo ninho, ora em correria nas suas habilidades, cheio de genica, sempre com um enorme prazer.
Apegámo-nos, todos, a tão elegante e simpático "bicho", que, ao fim de escassos meses, já não podíamos viver sem ele.
Hoje, envolto numa branca nuvem, partiu.
Agora, agora tomará conta de nós no Além.
Mistérios de partir o coração.

terça-feira, 29 de março de 2011

Música da Primavera


O 4º Festival de Música da Primavera de Viseu [parceria da Câmara Municipal e Conservatório de Música Dr. José Azeredo Perdigão], prossegue hoje com mais um concerto, pelas 21h30, nos Paços do Concelho.

Cabeça de cartaz: SUI GENERIS ENSEMBLE, Música de Cãmara.

Programa: "Fantasia" de Gabriel Fauré, com Ziliane Teixeira [flauta transversal] e Cheisa Goulart [piano]; "Cinq Danses exotiques" de jean Françaix, com José Eduardo Magalhães [saxofone]; "Choro" de Benny Wolkoff, com Luís Rocha [fagote]e Cheisa Goulart [piano]; "Vocalise" de Serge Rachmaninof, com Vânia Moreira [violoncelo] e Cheisa Goulart [piano]; "Quarteto para flauta transversal, saxofone alto, fagote e violoncelo"; "Memórias (tríptico)" de Pedro Iturralde.

Obrigatório.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Tempo fluvial



Imagem seleccionada do blog "A a Z"
http://www.aaz-nj.blogspot.com


Sábado, dia de inverno pegado, vem-me à memória o poema tempo fluvial de Nuno Júdice, por ele publicado no seu blog em Agosto de 2008.

Muitas vezes o li. Releio-o. Nele descubro a mais bela página!
*
Se eu definisse o tempo como um rio,
a comparação levar-me-ia a tirar-te
de dentro da sua água, e a inventar-te
uma casa. Poria uma escada encostada
à parede, e sentar-te-ias num dos seus
degraus, lendo o livro da vida. Dir-te-ia:
«Não te apresses: também a água deste
rio é vagarosa, como o tempo que os
teus dedos suspendem, antes de virar
cada página.» Passam as nuvens do céu;
nascem e morrem as flores do campo;
partem e regressam as aves; e tu lês
o livro, como se o tempo tivesse parado,
e o rio não corresse pelos teus olhos.
Nuno Júdice

domingo, 19 de setembro de 2010

Abraço de 25 anos

Ontem o conservatório prestou Homenagem ao seu patrono Dr. José de Azeredo Perdigão. Esteve presente o filho Dr. Pedro Paulo de Azeredo Perdigão, que, numa bela comunicação, recordou o pai e a mãe, descrevendo os momentos mais marcantes vividos em família, na vida social e profissional, carregados de emoção. Foi o momento alto das comemorações, que culminou com o descerramento da lápide comemorativa dedicada ao homenageado.
Seguiu-se um momento de convívio, durante o qual o actual presidente da Proviseu abraçou emocionado o antigo titular do cargo, á data da fundação do conservatório. Histórico abraço! Um quarto de século ali reunido num simples, mas tão significativo, gesto.
O dirigente histórico terá a merecidísíssima homenagem dia 5 de Novembro.
Calorosos aplauso do público presente. Bela moldura humana. Tantas coisas em tão pouco tempo.
Creio que tudo se pode resumir a uma frase: o conservatório assistiu a um filho orgulhoso, pelo pai, pela obra, pela escola que ajudou a levantar e pelas gentes, beirãs de gema como ele.
Um Encanto!

sábado, 11 de setembro de 2010

Rota mundial da guitarra clássica

Chopin, Nocturne op.9 Nº 2 e Nocturno op. 32 nº 1, arranjos de Elena Papandreou para guitarra clássica (guitarra, disse bem!), tocados pela autora, num extraordinário Espectáculo, ontem à noite, em Sernancelhe, no âmbito do Concurso e Festival Internacional de Guitarra Clássica.
A guitarrista grega, que actuou a solo, fez uma interpretação brilhante, não só nos famosos nocturnos, mas também em todas as outras obras que fizeram parte do programa.

Finalizou com "Triaela" [dedicado à própia intérprete pelo compositor Roland DYENS (1955 )], que inclui: - Ligth Motif [Takemitsu au Bresil], Black Horn [when Spain meets Jazz] e Clown Down [ Gismonti au Cirque]. Jazz com sabor a samba. Um nível muito alto.
Ao ouvi-la, no final, recordei aquele excepcional "LP", do tempo do vinil, "Mágico", que contém a bela composição do Gismonti, "PALHAÇO", superiormente interpretada pelo próprio ao piano, Charlie Haden no Baixo e Jan Garbarek no Saxofone. que trio, meu Deus!
Rendido à classe da guitarrista, o público presenteou-a com acalorado e vigoroso aplauso.
A artista correspondeu, emocionada, com dois lindos "encores".
Noite inesquecível, passada no auditório Municipal, edifício integrado no Centro Histórico, antiga sede da Câmara, muito bem adaptado à sua actual finalidade.
E já vai na 12ª edição!
Parabéns à Direcção Artística: Paula Sobral e José Carlos de Sousa e à Câmara Municipal de Sernancelhe.
O livrinho do programa advertia: "Devido á seriedade e elevado nível de execução é imperativo o silêncio absoluto do público..."
Tudo se cumpriu.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

José de Azeredo Perdigão

Os "justos" são a porção viva e sã, mas escondida, da comunidade a que
pertencem. Garantem a sua capacidade de regeneração.
O fundamento da
esperança no futuro é o reconhecimento dos "justos" que nos rodeiam, seja
qual for o meio e o apoio que somos capazes de lhes dar na sua luta pela
"justiça"
José Mattoso
Historiador


Dia 18, sábado, pelas 15h00, o Conservatório Regional de Música José de Azeredo Perdigão leva a cabo a sessão de homenagem ao patrono que lhe dá o nome.

O acontecimento marca o início oficial das comemorações do 25º aniversário da fundação do conservatório (1985-2010).

A missiva, que deve introduzir a cerimónia do descerramento da lápide comemorativa, abrirá com a epígrafe deste texto, retirada do artigo "Uma ideia para Potugal" in P2 (jornal Público de 6 de março de 2010). Nele o historiador responde ao desafio que lhe foi lançado pelo periódico sobre o que nós podemos esperar de Portugal depois de olharmos para o passado.
O historiador, a propósito, questionava se haveria ainda lugar, no mundo de hoje, para uma concepção humanista da existência. E ele, categoricamente, dizia: «não acredito numa ideia para Portugal senão baseada no respeito pelo homem e pela sua dignidade. O domínio da técnica ameaça o homem porque dá o poder, mas não garante o seu bom uso.»
E propõe que se acredite no efeito da acção do "justo" sobre a comunidade a que pertence em virtude do princípio da solidariedade.

"Só isso servirá de antídoto contra a desilusão que nos causam os poderosos...."

José Azeredo Perdigão, também ele um homem justo e amigo da sua terra, cedo se apercebeu da necessidade de apoio às Artes, como factor de desenvolvimento sócio-cultural da sua cidade e região.
Daí a aposta feita no implemento duma obra com vocação para o ensino despecializado da Mùsica.
O resultado está á vista.
O êxito do conservatório também a ele se deve.
É, pois, justa a homenagem.